DEPOIS, EU É QUE SOU DOGMÁTICO!
28 de Novembro de 2008 @ 15:24 - Filipe FontesArquivado sob Rev.Filipe | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
É feio ouvir a conversa dos outros. Eu aprendi isso desde cedo, mas hoje não teve jeito. Enquanto almoçava em um pequeno restaurante próximo de casa, assentaram-se ao meu lado duas pessoas; uma mulher, que pela aparência tinha seus 40 anos, e um adolescente que julgo ter seus 15 ou 16 anos. Com o transcorrer da conversa, descobri que eram mãe e filho. Algumas coisas me chamaram a atenção desde o começo do meu contato com este relacionamento. Primeiramente, fui tocado pela aparente liberdade existente entre eles. Eles falavam sobre a vida do menino, sobretudo sobre a vida afetiva e sexual do garoto. Contudo, aos poucos a minha reação de admiração pela liberdade, deu lugar ao sentimento de preocupação. Aquele relacionamento parecia não resguardar a distancia necessária entre MÃE e FILHO. A mulher mais parecia uma colega de seu filho perguntando-lhe e aconselhando-lhe sobre sua vida afetiva e sexual. Percebi que pais e filhos não se relacionam mais como antes, e de sobra, descobri que estou ficando velho, apesar de ter apenas 26 primaveras. Cultivei um bom relacionamento com meus pais durante a minha vida. Tivemos a oportunidade de desfrutar de um nível considerável de intimidade durante todo o tempo em que vivi sob suas asas e ainda hoje temos tido esse privilégio. Mas meus pais sempre foram meus PAIS. É verdade que algumas vezes os desrespeitei com a língua, os respondi, mas normalmente não tinha o costume de tratá-los como meus iguais. Eu sempre tive na mente que intimidade e respeito não são conceitos que se excluem, aliás, a Bíblia diz que a intimidade do Senhor é para aqueles que o temem (Sl 25.14). Pais e filhos precisam ter uma relação de intimidade, mas não é necessário que pais deixem de ser pais, e filhos deixem de serem filhos, pra que isso aconteça.
O que mais me chamou a atenção, contudo, foi o assunto da conversa. Ambos falavam sobre a caretice dos pais da namoradinha, ou daquela que é o último casinho do garoto. A mãe interrogava o filho sobre a razão pela qual os pais da menina, não permitiam que ela ficasse até tarde com ele, nem que ela dormisse em sua casa. O garoto respondia dizendo não saber muito bem a razão pela qual isso acontecia, mas que a caretice dos pais da menina poderia ser explicada por dois fatores: 1) a família havia vindo do interior; 2) os pais da menina eram evangélicos. A conversa sobre o assunto terminou com a mãe traçando um perfil caricaturado dos evangélicos como um bando de obscurantistas, atrasados e dogmáticos (aqueles que não aceitam a opinião dos outros e acham que estão sempre com a verdade – uso a palavra no sentido pejorativo).
Pois bem, voltei pra casa refletindo no que havia acontecido e perguntando a mim mesmo: por que esta família evangélica foi tachada de dogmática? São apenas decisões diferentes. Se o mundo é tão pluralista, ou seja, aceita todas as opiniões e valores, por que os valores desta família não foram aceitos como valores válidos? A resposta é simples. É que a sociedade pós-moderna, embora vista uma roupagem de pluralismo e tolerância, também é dogmática. Com o discurso de libertar os indivíduos, a sociedade pós-moderna os escraviza. Em nossa sociedade você é livre para PERMITIR que seu filho durma na casa da namorada e vice-versa, mas não é livre para NEGAR. Você é livre para romper com os valores tradicionais, e pensar como a sociedade pensa, por que se pensar de maneira contrária, é tachado de intolerante, obscurantista e atrasado. E depois, eu é que sou dogmático!
Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. (Salmo 2.1-5)
Filipe Fontes
O choro da sociedade por Eloá: Tristeza ou remorso?
21 de Outubro de 2008 @ 10:05 - Filipe FontesArquivado sob Rev.Filipe | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Durante toda a semana passada o Brasil viveu momentos de apreensão em virtude do seqüestro em Santo André. A maioria da população acompanhava o fato torcendo e intercedendo por um desfecho favorável. Contudo, não foi o que aconteceu, e a sociedade brasileira chorou. Agora pela manhã, foi transmitido em rede nacional o sepultamento da adolescente Eloá Cristina Pimentel, assassinada por seu ex-namorado, e mais uma vez as lágrimas rolaram no rosto de nosso povo. Eu também acompanhei, torci, intercedi e chorei. Mas em meio ao acompanhamento, choro e reflexão, uma pergunta me incomoda: Por que chora a sociedade? Chora de tristeza, ou de remorso?
A pergunta se deve ao fato de que refletir sobre este acontecimento deve nos levar a refletir sobre a parcela de culpa da sociedade em casos como este. Uma reflexão séria sobre o fato da semana passada não pode deixar de considerar que a sociedade está colhendo os frutos amargos de sua desconsideração e rebeldia para com Deus e suas leis.
Estamos no ambiente do pacto, cujo princípio básico é: benção decorrente da obediência, e maldição decorrente da desobediência. Isso quer dizer que, assim como o universo é regido por leis físicas, criadas por Deus, há também leis espirituais e morais estabelecidas por Deus, que regem a vida no mesmo. E assim como a desobediência às leis físicas do universo podem trazer conseqüências danosas para alguém (tente desobedecer a lei da gravidade e saltar de um edifício de 20 andares, por exemplo), assim também, a desobediência às leis espirituais e morais de Deus, trazem, inevitavelmente, conseqüências desastrosas para os indivíduos e a sociedade. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse (Is 1.19-20).
A sociedade que hoje chora, não é a mesma que ensina aos seus filhos a desconsiderarem o princípio de autoridade e os pais a não a exercerem? (É mesmo natural o namoro de uma adolescente de 12 anos com um jovem de 19, e a permissão para que ambos viajem juntos sozinhos, na companhia de outros casais?) Esta sociedade não é a mesma que ensina seus filhos a darem vazão aos seus sentimentos e a se satisfazerem, independentemente das conseqüências de seus atos? (Ouça a voz de seu coração… Faça o que te faz feliz… não são essas as palavras de ordem no momento?) A sociedade que hoje chora, não é a mesma que incentiva a precocidade nos relacionamentos amorosos? (Não é comum andarmos pelas ruas e encontrarmos adolescentes de 11,12 anos se agarrando pelas calçadas sem nenhum pudor?) Não é a mesma que incentiva os adolescentes à prática sexual precoce, lutando inclusive pela inserção de máquinas com preservativos nas escolas? Esta sociedade não é a mesma que desvaloriza a vida humana, lutando pela aprovação do aborto?
Não há dúvida, estamos colhendo as conseqüências de nossa desconsideração para com Deus e suas leis:
Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça! Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. (Is 5.20-24)
Por isso a pergunta me incomoda: Por que chora a sociedade? Chora de tristeza, ou de remorso? Enquanto medito e procuro a resposta, continuarei chorando, não mais por Eloá, mas pelo desprezo da sociedade por Deus e sua Palavra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. (Mt 5.4)
Filipe Fontes
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
14 de Outubro de 2008 @ 23:37 - Filipe FontesArquivado sob Rev.Filipe | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Depois de algum tempo sem pegar um cineminha, acabo de chegar de lá. Fui assistir “Ensaio sobre a cegueira”. Trata-se de um filme dirigido por um diretor brasileiro, Fernando Meirelles, que é a filmagem de um romance que leva o mesmo nome, escrito por José Saramago, famoso escritor português, publicado em 1995.
Analisar filme não é uma tarefa simples e, pode ser até estraga prazeres (saber o final do filme antes de assistir não é nada bom). Apesar disso, uma análise é o que tentarei fazer nesse post.
Se você não tem nenhuma noção do enredo do filme, aí vai uma breve sinopse:
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal “cegueira branca” - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.
Em primeiro lugar, preciso dizer que se você tem preferência por filmes extremamente dinâmicos, cheio de efeitos especiais, como a maioria dos contemporâneos, é possível que você não goste deste. Apesar da fotografia belíssima, o filme não é dos mais dinâmicos. Mas se você prefere os reflexivos, esse é a sua cara.
A princípio o filme é uma crítica social. A cegueira é um retrato do estado dos indivíduos contemporâneos, e o seu resultado (o acúmulo de indivíduos cegos num antigo sanatório, vivendo numa situação desumana), uma denúncia da manipulação, miséria e precariedade da sociedade. Neste contexto de crítica social uma discussão sobre valores é inserida. De maneira muito profunda, valores contemporâneos como a posse de recursos materiais e sexualidade são discutidos e questionados, quando confrontados com a necessidade de sobrevivência.
É inevitável um cristão reformado não identificar esta análise da vida humana com o que a Bíblia diz sobre o homem. A tríade bíblica criação-queda-redenção está claramente presente nesta obra. Não estou dizendo que o filme é um filme cristão, mas que a concepção de que a realidade existe (criação), de que ela está corrompida por algum mal (queda), e de que o mesmo pode ser extirpado da experiência humana (redenção), se identifica com as cosmovisão bíblica.
A criação é o pano de fundo do filme. É no palco do mundo e da história que o mesmo se passa.
A queda ocupa a maior parte da obra. Pode ser vista, sobretudo na concepção do ser humano e sua vida em sociedade. O filme apresenta o homem como um cego inconsciente, que imagina ver a vida de maneira correta, mas que de fato não vê. Ele é um ser cuja visão de mundo está deturpada. Assim também a Bíblia o apresenta. Segundo ela, o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus (2 Co 4.4).
Apesar de se ocupar, em sua maior parte com a queda, o filme não é desesperador. A redenção se revela na figura de uma mulher que no meio dos cegos permanecia enxergando, e no retorno da visão de outro homem. Ao invés de desespero, há esperança, pois é possível ter os olhos desvendados.
Embora haja todos esses momentos de verdade, assim como toda arte e pensamento apóstata, o filme não tem em Deus o seu ponto de referência. Para Saramago e Meirelles, a cegueira moral e social humana têm sua origem nestes próprios aspectos da vida, e não na quebra da relação do homem com Deus, o pecado. Assim também, a redenção é tida como fruto da ação e organização humana, e não da cruz de Cristo.
Encerro minha análise dizendo que vale a pena assistir o filme, lembrando que apesar de enxergar os contornos e sombras da realidade, o “Ensaio sobre a cegueira” continua cego. Ele ainda necessita do brilho iluminador e redentor da Cruz de Cristo.
Contemplai-o e sereis iluminados…(Sl 34.4)
Filipe Fontes
Dia das crianças
1 de Outubro de 2008 @ 15:44 - Tarcizio F CarvalhoArquivado sob Tarcízio Carvalho | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Como estão suas finanças? Por que perguntei isso? Ora, você não sabe? Este período mágico que já começou antes de outubro através de peças publicitárias, se concretizará quando você sacar o cheque ou o cartão de crédito. Neste período, pais, tios, avós e congêneres costumam pôr a mão no bolso para presentear crianças. E farão isto nem que tenham de se endividar.
Cuidado! Você tem acompanhado a situação mundial? A crise é séria! Tudo aponta para um aperto financeiro. Portanto, fuja de endividamento junto a bancos e financeiras. Quanto mais as condições lhe forem favoráveis, mais você deve fugir. Condição favorável oferecida por banco ou financeira é como a visão de um oásis no deserto em meio ao sol escaldante: não existe! O pedido, portanto, é de cautela e não o de evitar a circulação de dinheiro.
Lembre-se do básico:
1) Comer antes de sair! A fome faz estragos;
2) Pesquisar preços (você tem muita coisa online hoje, o que significa nem utilizar o carro para fazer isso). Por exemplo, o Perfil Junior da Grow varia de R$ 35,90 a 44,90;
3) Há alguma loja de usados por perto?
4) Há brinquedos usados na família ampliada que podem ser reaproveitados e embrulhados?
5) Comprar sem pressa.
Depois de avaliar suas finanças e concluir que você pode comprar alguma coisa, pergunte-se: preciso fazer isso? Então avalie (você pode ter outras questões):
1) Sua criança cuida bem dos brinquedos? Até aos cinco anos a tendência será a de quebrá-los rapidinho!
2) Eles possuem muitos outros brinquedos?
Dependendo da família ampliada (avós, tios etc), você pode conversar e dar uma freada em tantos brinquedos e pedir que depositem a quantia na conta de previdência privada de seu filho. Aquela conta que ele utilizará quando tiver de 18 a 21 anos.
O mais importante de tudo, creio, é ensinar a criança a cuidar bem de suas coisas, a guardar os brinquedos depois de divertir-se, a doar brinquedos que não esteja mais utilizando.
Se a aquisição de um brinquedo for a conclusão final, tente ser o mais frugal possível. Procure fugir de padrões impróprios. O que é isso? Por exemplo, se você entende que deve procurar vestir as crianças com roupas apropriadas, não compre bonecas e bonecos com roupas inapropriadas. Você não controla a sociedade como um todo, mas você certamente vai influenciar suas crianças no desenvolvimento moral. Eis aqui o seu trabalho mais importante em meio aos brinquedos: moldar o desenvolvimento moral nas crianças. Os brinquedos não são a finalidade. “Pronto! Já dei o brinquedo, agora vai brincar.” O brinquedo e o brincar são oportunidade de moldar responsabilidade, cortesia, educação, cuidado, enfim, trabalhar o caráter da criança.
Quebra-cabeças são muito bons para todas as idades. Lembre-se de que quanto mais velho, mais peças podem fazer parte do quebra-cabeças. Quanto mais novos (2-4 anos), maiores devem ser as peças e mais simples os temas.
Jogos de memória também interessam para todas as idades, mas especialmente até os 7 anos. Varie a quantidade de pares de acordo com a faixa etária. Quanto menores, menos pares a serem descobertos.
Jogos de pratos, potes e panelas são bons para ativar a imaginação. As crianças tanto imitarão o que acontece em casa, como darão finalidades distintas aos utensílios. Aqui você pode ajudar ajuntando potes vazios de gelatina, maionese, sucrilhos etc. Acredite, estes são excelentes brinquedos, alem de permitir que você fale sobre os diferentes alimentos e sobre o seu valor (nutritivo e financeiro, quando for possível).
Conjuntos de construção com blocos são mais apreciados até os 3 a 4 anos. Hoje há vários blocos interessantes de madeira.
Material de artes plásticas são um desespero para mães, mas muito importante para as crianças. Lápis de cera, tinta à base de água – aquarela, argila, massinha, papéis de construção coloridos, e tinta para pintura com os dedos. Verifique que tudo seja lavável e atóxico. Todas as idades amam estas atividades. Em lugar de ficarem loucos, os pais podem comprar um lençol bem grande e forrar o chão, e ter muita diversão juntos.
Equipamentos para brincar do lado de fora… um desafio para quem mora em apartamentos! Para as crianças até 7 anos são equipamentos muito apreciados. Os pais devem avaliar se vão comprar bolas de basquete, ou miniaturas de bolas de basquete; cestas de basquete, ou cestas mais baixas. Bolas de futebol mais macias, e à medida que envelhecem, bolas com a dureza normal.
Livros são sempre uma excelente escolha. Entre os 2 e 3 anos o vocabulário se torna mais sofisticado. Elas podem seguir pequenas narrativas e entender palavras um pouco mais complicadas. Esta tendência se aprofunda à medida que as crianças crescem. Crianças menores que 2 anos podem se divertir com livros de cores e com figuras de animais e pessoas e lugares. Lembre-se de que quanto menor a criança, maior a gravura e com menos detalhes.
Até os 7 anos, sugiro, procurem trabalhar com coisas como as que vimos acima. Deixem, se possível, os brinquedos eletrônicos para outra fase. Eles não são divertidos e tolhem a criatividade da criança. Brinquedos que brincam sozinhos, e que deixam as crianças apenas os observando, não são estimulantes e logo virarão sucata. Procurem evitar a todo custo os videogames ou os games, qualquer um. Ninguém precisa contrair LER (lesão por esforço repetitivo) mais cedo! Tenho certeza de que você não ensinou datilografia à sua criança e nunca se informou dos males do exercício repetitivo. Isto significa que ela vai utilizar apenas uns poucos dedos para as tarefas no computador ou nos controles remotos. É sua decisão.
A sabedoria de Deus aponta que o mais importante é observar as ações das crianças e moldar seu caráter em meio, no caso, dos brinquedos e do brincar (veja Provérbios 20.11; 23.13; 29.15).
Crianças e Cosme e Damião
1 de Outubro de 2008 @ 11:25 - Tarcizio F CarvalhoArquivado sob Tarcízio Carvalho | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Quando pensei em escrever este blog minha preocupação estava voltada para o dinheiro que será gasto com as crianças, e como os pais podem aproveitar a ocasião para transmitir princípios duradouros. Entretanto, percebo que deixei passar um aspecto relacionado a crianças, que é o dia de Cosme e Damião! Imperdoável não ter escrito algo em uma data tão cara aos brasileiros em geral. Então resolvi escrever algo, mesmo que atrasado.
Nos dias 26 e 27 de setembro algumas religiões celebram o dia de São Cosme e Damião. O catolicismo no dia 26 e as outras expressões religiosas no dia 27.
Cosme e Damião foram dois irmãos nascidos na Arábia, e que trabalharam na região da Síria. Eles foram cristãos que praticavam a arte da cura. Mais que isso, eles eram chamados de médicos não mercenários nas igrejas orientais católica e ortodoxa. Não se sabe muito sobre suas vidas, e nem mesmo como se deu seu martírio com exatidão. No catolicismo eles são considerados os patronos dos médicos.
No candomblé, no batuque, no xambá e em centros de umbanda eles são os orixás-crianças (Ibjis e Erês, filhos gêmeos de Iemanjá), de acordo com as lendas da tradição africana Yoruba (mais de influência nigeriana). A idéia é que eles seriam capazes de apressar pedidos que lhes fossem feitos em troca de doces e balas.
Bem, o que ocorre popularmente é que nessa data há uma farta distribuição de doces às crianças por parte de diversas confissões religiosas.
Alguns pais cristãos e cristãos protestantes se preocupam! O que fazer? Antes de responder, segue um pequeno arrazoado.
Sabe-se que mesmo em meio à tolerância religiosa apregoada, quem possui uma confissão religiosa e é sério nela, torna-se intolerante para com outras expressões. Não preciso ser politicamente correto. As coisas são assim. Se as pessoas não fossem sérias em suas convicções religiosas seria mais preocupante. Um exemplo de um lado pouco explorado. Digo pouco explorado, porque passa-se uma idéia pela mídia que preconceito ou intolerância existe apenas por parte dos cristãos para com outras confissões! Entretanto, observem, mesmo pais não cristãos ficam nervosos quando escolas cristãs ensinam seus filhos sobre a salvação somente através de Jesus! Entendo perfeitamente que alguém não goste disso; mas, não é possível exigir que um lugar confessadamente religioso de uma determinada cor, não o seja!
A Holanda é peculiar nessa área. As escolas infantis são todas públicas, e possuem o tempero que lhes agrada. Há, portanto, escolas espíritas, muçulmanas, cristãs e outras… públicas. O trabalho do governo é apoiar a educação, e não indicar qual cor religiosa prefere, como é o que passamos no Brasil.
Com isto dito, que continuem a distribuir doces os que assim crêem, e não os recebam os que se sentirem intimidados em sua fé de alguma forma. Os dois comportamentos não merecem ser atacados, mas respeitados, mesmo tendo de lidar com as duras convicções de cada lado.
Um lado considera estar respeitando o mundo espiritual e honrando aqueles que lhes respondem de alguma maneira – como o “apressar pedidos” que Cosme e Damião alegadamente fariam.
O outro lado crê que qualquer pedido deve ser feito somente a Deus, e pela mediação de Jesus, o Senhor de todos os outros que se acham deuses.
Percebem que não dá para ser politicamente correto? Por que? Porque cada divindade em sua respectiva expressão religiosa reivindica senhorio, soberania. E não é menos que isso.
Sustenta-se que Olokun (a mãe de Iemanjá) é a dona do mar; em outros lugares afirma-se que Iemanjá é a rainha do mar. Ambas as concepções são da tradição africana Yoruba. Outros, entretanto, mantêm que Deus é o dono de tudo, e que seu mediador é um apenas – o Deus Filho.
Para ficar claro, os dois lados entendem que há intolerância. Os dois lados não querem que seus filhos estejam envolvidos com religiões que não aprovem. Os dois lados estão em campanha evangelizadora, e, finalmente, os dois lados precisam conversar. Por que precisam conversar? Ora, alguém pode estar errado.
Retomando, alguns pais cristãos e cristãos protestantes se preocupam! O que fazer?
Se alguém se sente intimidado com a ação evangelizadora dos doces, não os receba. Garanto que os dentes agradecem! E aproveitem para explicar a seus filhos a tradição religiosa a que pertencem, garantindo o respeito pelas pessoas com quem precisa manter diálogo. Lembrem-se de que já foi dito dos protestantes no Brasil de 1800 que estes eram demônios, e que tinham pés como de cabras!
Se, entretanto, alguém quiser receber os doces, aproveite a ocasião para conversar sobre suas convicções. Conversem sobre seus senhores, os donos de suas vidas.
Explicito minha própria confissão como cristão protestante, ao recordar as palavras registradas na primeira carta de Paulo a Timóteo (1Tm 6.13-16):
“Diante de Deus, que a todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te a que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, no tempo próprio, manifestará o bem-aventurado e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.”
O SUPER ACELERADOR DE PARTÍCULAS E O ESQUARTEJAMENTO DE CRIANÇAS
15 de Setembro de 2008 @ 13:57 - pfontesArquivado sob Rev. Paulo | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail UMA QUESTÃO DE COSMOVISÃO
Dois fatos ocuparam espaço na mídia nos últimos dias e chamaram a nossa atenção. O primeiro foi um super acelerador de partículas colocado em funcionamento na última quarta-feira. Ele está instalado na fronteira da Suíça com a França e trata-se de um túnel circular, de 27 quilômetros, localizado a cerca de 100 metros de profundidade. As partículas subatômicas são colocadas no acelerador para circular a velocidades próximas da velocidade da luz. E depois se provoca colisões entre as partículas a fim de observar os resultados. Alguns cientistas estão dizendo que está colisão de partículas subatômicas seria a reprodução do Big Bang, a explosão que teria dado origem ao Universo. O que se tem dito é que esta experiência vai nos revelar a origem de tudo.
O outro fato que foi notícia nestes últimos dias vem de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. Dois garotos, de 12 e 13 anos de idade, teriam sido mortos, queimados e esquartejados pelo pai e pela madrasta. Partes dos corpos dos garotos foram encontradas em sacos de lixo, pelos coletores do lixo urbano. A pergunta é: Há alguma ligação entre os dois fatos mencionados? Eu estou convencido de que há.
A referida ligação será percebida se entendermos que uma cosmovisão é formada pelas crenças básicas da pessoa. A maneira como você vê o mundo e interage nele depende, por exemplo, do que você crê a respeito da origem do universo. E o que está por trás da experiência com o super acelerador é também uma crença naturalista a respeito da origem do universo.
A crença naturalista vê o universo como o resultado de causas naturais, operando sozinhas e por acaso. O naturalismo é a crença de que a natureza é tudo o que existe; que a vida surgiu de uma colisão de átomos que ocorreu por acaso há bilhões de anos. E depois esta vida primitiva evoluiu para a vida humana como conhecemos hoje. Para o naturalismo a natureza é tudo o que nós precisamos para explicar tudo o que existe.
A cosmovisão naturalista está embasada na suposição fundamental de que as forças da natureza sozinhas são adequadas para explicar tudo o que existe. A crença do naturalismo é de que não há um Deus pessoal, transcendente, Criador.
Um dos problemas com a cosmovisão naturalista é que ela resulta em relativismo moral. Se a natureza é tudo o que existe, se não existe um ser moral transcendente que deu origem a tudo o que existe, então não há um padrão transcendente de moralidade. Tudo fica reduzido à questão de preferência pessoal.
Se tudo que existe é resultado do acaso, logo a vida é um absurdo, não tem sentido, não tem propósito ou significado. Nós não viemos de lugar nenhum, não temos nenhuma razão para estar aqui e não vamos para lugar nenhum. Assim, cada pessoa deve criar o seu próprio sentido da vida por meio de suas escolhas pessoais. E, deste modo, as escolhas e preferências pessoais passam a ser as coisas mais importantes de vida, aquilo que dá sentido à existência.
Não é de se admirar que a filosofia adotada pela maioria da sociedade contemporânea seja a filosofia do “comamos e bebamos porque amanhã morreremos”. Não há sentido e não há propósito em nada. E não é de se admirar também a “cultura de morte” instalada em nossa sociedade. Uma sociedade que crê que somos todos primatas e amebas melhoradas, não vai dar a vida humana o valor e a dignidade que de fato ela tem. Para a cosmovisão naturalista a natureza da vida humana não é superior à natureza de outros tipos de vida existentes no universo.
Portanto, não é de se admirar que as mães estejam reivindicando o direito de matar os seus filhos pelo aborto. Os filhos no útero são vistos não como um dádiva do Criador, mas como um equívoco da “mãe da natureza” que precisa ser corrigido. E o pior é que este equívoco da “mãe natureza” pode ser percebido bem mais tarde, quando os filhos estão já com 12 ou 13 anos, como no caso de Ribeirão Pires.
E aí, a solução não é mais o aborto, mas o esquartejamento e o caminhão de lixo. Se a vida humana é fruto de uma explosão casual. Se não há diferença básica entre um homem e uma barata. Que problema tem esquartejar e jogar no lixo? Você percebe agora a ligação entre as duas notícias que chamaram a nossa atenção nestes últimos dias? Você percebe também a inadequação da cosmovisão naturalista?
Uma cosmovisão funciona como um mapa para a realidade, um guia de navegação no mundo. Portanto a validade de uma cosmovisão pode ser testada pela sua eficácia. Se você segue um mapa que apenas lhe deixa em ruas sem saídas ou lhe joga num precipício, tem algo errado com este mapa. Se a cosmovisão que nos orienta tem nos conduzido á esta cultura de morte, de desvalorização da vida humana, algo está errado com ela. Ele não consegue refletir a realidade de maneira acurada.
A cosmovisão cristã é um mapa seguro para nossa viagem neste mundo. Ela está baseada na convicção de que o universo foi criado por Deus e que o ser humano foi feito à imagem e semelhança de seu Criador. Portanto a cosmovisão cristã nos conduz ao reconhecimento da dignidade humana. A cosmovisão cristã nos leva à convicção de que a vida humana possui valor intrínseco, pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A cosmovisão cristã diz quem somos, porque estamos aqui, para onde vamos e como devemos tratar uns aos outros.
Rev. Paulo Fontes
Não! – Esta é a sua palavra favorita?
15 de Setembro de 2008 @ 11:28 - Tarcizio F CarvalhoArquivado sob Tarcízio Carvalho | 5 Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Quem não quer crianças obedientes, especialmente obediente aos pais? Todos, não é mesmo? Este desejo, mesmo para os não afeitos ao mandamento bíblico, é nutrido pelo senso comum.
As crianças são um presente de Deus. Corretamente vistas, elas são realmente uma dádiva. Entretanto, se somos adultos ligeiramente alienados da realidade infantil, então elas retiram o pior de dentro de nós!
O que significa, exatamente, estar alienado da realidade infantil? Vamos ser práticos na resposta. Esta matéria tem em mente crianças de 2 a 4 anos, universo no qual estou inserido há alguns anos.
• Se você já está utilizando mais de cinco ‘nãos’ para obter a resposta desejada;
• Se a segunda opção da fala adulta já é uma agressão verbal ou física;
• Se você ainda se surpreende que a criança não queira compartilhar seus brinquedos;
• Se você já está utilizando o famoso “já falei mil vezes,” ou o “será que você não entende?”;
• Se você já desistiu, ou está perto disso quando o assunto é arrumar os brinquedos,
Por essas e outras significa que está ocorrendo uma certa alienação na compreensão do que seja ser criança. Parece que muitos pais estão muito confiantes no pequeno aparelho educador que possui. Quando não se entende uma máquina, não é natural procurar um manual? Pois bem, então vamos nos inteirar de como proceder com os temíveis 2 a 4 anos! Pais alienados da realidade infantil não lêem sobre o que esperar daquelas faixas etárias, e estão sempre surpresos com o comportamento difícil delas.
Uma boa notícia! Pode-se fazer diferente. Escrevo por já ter experimentado esta sensação de “incompetência,” e quero confessar que continuo no caminho do treinamento. Minha intenção é convertê-los ao “modo treinamento” junto comigo. A trajetória é árdua, mas vale a pena!
Nestas linhas vamos tratar sobre o uso exagerado do NÃO, afinal, você já percebeu que a criança entra no modo “não estou ouvindo” com a repetição excessiva deles. O que fazer?
Refaça o fraseado
Em lugar de dizer ‘não,’ diga claramente o que quer que ela faça em lugar daquilo que está fazendo. Assim, no lugar de “não jogue bola na sala,” você pode dizer “vamos jogar bola lá fora.” Se o caso for apartamento, lembre-se de que a culpa não é dela de ser criança. Se a criança gostar mais de atividade física, então é o adulto que precisa propiciar escape de energia. Em lugar de “pode parar com essa cola no chão,” você pode dizer “vamos colocar um jornal por debaixo desse papel para a colar não cair no chão?” Desta forma a criança aprende que pode continuar seus experimentos e aprende a lidar com a limpeza, em lugar de parar a atividade na qual está envolvida. Se houver a necessidade de uma intervenção imediata, você pode utilizar um enfático “Pare!” ou “Está quente!” ou “É perigoso!” que muitas vezes são mais auto-explicativos do que o simples ‘não.’
Ofereça opções
As crianças desta faixa etária estão aprendendo a ser independentes e a exercer controle. Assim, em lugar de simplesmente dizer ‘não’ a ela quando pede para comer salgadinho perto da hora do almoço ou do jantar, ofereça opções: “agora estamos perto da hora do almoço, você pode dar uma lambiscada em um pedaço de maçã ou banana;” ou, que tal “está bem, pode escolher o tipo de salgadinho você quer, mas vai abri-lo somente depois do almoço.” A idéia é que a criança possa tomar decisões e assim sentir-se “crescendo” no processo.
Mude o foco de atenção
Quem já não ficou louco dentro de um carro com uma criança, duas, três ou mais? Aqueles chorinhos, reclamações, gritos, empurrões e brigas por qualquer motivo (”ele olhou pra mim!”)? Pois muitas vezes somos nós os culpados. Claro, estamos tensos, o trânsito está difícil, você está pensando em qualquer outra coisa que não a paternidade! Repentinamente a paternidade chega a você…. e você manda calar a boca ou algum equivalente nacional. O fato é que dentro de carros os pais tendem a ficar em silêncio, sem conversar com os filhos. Nesta idade (2 a 4 anos) a conversa pode ser bem divertida. Mude o foco. Você percebe uma tensão crescente entre os filhos? Então peça pra que olhem aquele carro amarelo interessante, ou aquela loja diferente; dê uma explicação de algo que eles possam ver janela afora. Conte algo engraçado. Veja quem consegue contar mais carros vermelhos. Percebeu que a única criança está prestes a resmungar? Pergunte se ela está com fome. Ela quer um “suco de carros” ou um “sanduíche de Barbie?” Você precisa ser criativo… e funciona!
Evite situações difíceis
Um amigo contou que a casa dele não mudou em nada com a chegada do filho. A casa é dele e a criança é que deverá aprender o que ela pode ou não pode. Respeito e endosso, embora o ouça dizer ‘não’ incontáveis vezes. Para esta faixa etária de 2 a 4 anos, se puder, fuja das situações nas quais precisa de muitos ‘nãos,’ e dirija-se para situações nas quais a curiosidade e sentimento de explorar delas possam ser colocados pra fora. Assim, pode-se dizer, a vida ficará um pouco mais fácil. Lembre-se de que evitar situações difíceis tem a contrapartida de propiciar situações desejáveis. Exemplo? Em lugar de “não risque a parede,” você pode propor “muito bem, esta é a parede que você pode riscar, está bem?” Sem desespero! Afinal, parede riscada (ou porta, ou o que for) basta pintar de novo! E é claro, haverá sempre aquele pai mais velho ou avô que dirá: “não precisa de nada disso, não. Meu pai não deixava a gente riscar a parede e pronto. É só dizer não e acabou.” Quatro nãos para uma pequena frase, nada mau, hein! Lembre-se de que não estamos competindo com outras gerações ou decisões. Estamos buscando soluções para que as crianças possam ser crianças. E por falar nisso, este aspecto nem sempre foi apreciado nas gerações anteriores.
Ir ao supermercado pode não ser uma situação difícil. Aliás, pode ser muito divertido, desde que alguns cuidados sejam tomados. A criança precisa estar descansada, alimentada e ter feito xixi ou cocô, imediatamente antes de sair. Ela vai ser de grande ajuda se você explicar as coisas, pedir a ajuda para pegar pequenos itens, e alternar entre caminhar e ficar dentro do carrinho de compras.
Escolha suas lutas
Escolher as lutas significa decidir ignorar pequenas infrações que não sejam nocivas. Exemplo? Dia chuvoso e poça d’água na garagem. Você está chegando em casa e a criança resolve pisar na poça d’água. Em lugar do clássico “Não pisa aí!” pode-se simplesmente ignorar… afinal, estão chegando em casa, não é mesmo? Em outra situação, ele quer dormir com a roupa do Batman. Que mal fará? A idéia básica é que se a criança está em segurança, realizando uma exploração dentro dos limites do possível, então descontraia.
Fale e aja com firmeza
Aqui está um aspecto que merece treinamento militar da parte de pais e mães. Se as alternativas acima não funcionam e o comportamento da criança ainda é inadequado, evite o caminho da “falação” vazia. “Falação” vazia pode ser encontrada em pais que ameaçam, mas não concretizam. A criança aprende o limite dos pais e vai tentando apenas esticá-lo um pouco mais. Quando você disser alguma coisa firme, seja firme, aja com firmeza!
Falar “querido, não chute a mamãe, dói!” ou “filho, não suba no poste de eletricidade que pode ser perigoso” ou “não gostei que você cuspiu no seu amiguinho” é o mesmo que incentivar a criança em sua má escolha. Falar com doçura quando se requer uma atitude firme fará com que a criança se aventure mais naquilo de errado que estiver fazendo.
Deve ficar claro que xingar, bater, cuspir, jogar-se no chão, ou impor um pedido (“me dá meu boneco agora!”) NÃO são atitudes aceitáveis nesta casa! Isto deve estar cristalino pelo modo como você fala, assim como a atitude que acompanha sua fala.
Lembre-se de que quando a criança responder corretamente com sua atitude, ela deve receber um sorriso ou um abraço com uma frase positiva do tipo “Isso mesmo! Você é um bom ouvinte!” Estas coisas reforçarão as atitudes esperadas nestes 2 a 4 anos difíceis, mas repletos de alegrias. Está em desuso, mas insista como parte essencial do seu lar os famosos: “por favor,” “obrigado,” “desculpe.” Seja realmente firme. Sem o “por favor” ela pedirá e não receberá! Ao jogar-se no chão, deixa-a lá e diga que daquela forma não haverá conversa. Cuspiu, bateu, deverá pedir desculpas.
O incentivo lido em Deuteronômio 6.6,7 possui um caráter especial diante desta tarefa educativa: “Estas palavras, que hoje te ordeno [os mandamentos de Deus], estarão no teu coração; e as ensinarás a[moldarás nos] teu filhos, e dela falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”
Fomos chamados para este trabalho de modelagem. Deus já mostrou que resultados permanentes dependem de investimento constante. Ele faz isto conosco! Não faríamos nós também o mesmo? Os especialistas dizem que até aos sete anos a criança terá adquirido o kit básico da formação, que irá ser desenvolvido dali por diante. O tempo de investimento intenso, 7 anos, não é pouco se você pensar que terá ajudado a formar um adulto para a vida inteira?
As crianças são um presente de Deus. Corretamente vistas, elas são realmente uma dádiva. Entretanto, se somos adultos ligeiramente alienados da realidade infantil, então elas retiram o pior de dentro de nós mesmos! Se isto estiver acontecendo, peça a Deus orientação e inicie um treinamento agora!
Educação escolar brasileira: está tudo mal, mas tudo bem!
26 de Agosto de 2008 @ 14:51 - Tarcizio F CarvalhoArquivado sob Tarcízio Carvalho | 2 Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Creio que muitos ouviram falar de uma reportagem a respeito da educação brasileira na Revista Veja. O resultado da pesquisa realizada mostrou que o ensino escolar brasileiro tem aprovação maciça por professores, pais e alunos. Entretanto, num ranking de 57 países o Brasil está ali pelo número 53. Isto equivale dizer que nossos melhores alunos estão em péssimas colocações.
E agora, o que fazer? Bem, a julgar pela pesquisa, nada!
Aliás, se todos estão satisfeitos, deve estar havendo alguma conspiração, não é mesmo?
Mas, para complicar, os números estão colocados sobre a mesa, e quem tem ouvidos, ouça!
A pergunta continua a não querer calar: o que podemos fazer?
Sinto um grande vazio ao tentar responder esta questão a mim mesmo. Repasso mentalmente (e agora por escrito) as falas comuns nos corredores.
Professores e pais, por detrás dos bastidores, se digladiam e destilam suas reclamações meio que “lugar comum”:
– Os alunos estão cada vez piores!
– Os pais não dão educação em casa!
– As condições das escolas públicas é um descalabro!
– Os professores são desqualificados!
– O salário dos professores é péssimo!
Especialistas de plantão propõem fórmulas de curto prazo, como:
– Cobre da escola!
– Exija um bom ensino!
– Saiba como é o dia-a-dia da sala de aula de seu filho!
Como fazer isso? Cobrar o que? De quem? Novamente, o que podemos fazer? Como responder a esta questão?
Em geral confiamos nos profissionais de outras áreas. Imagine, então, uma cena de hospital na qual um médico é pressionado pelos pais a ter determinada postura para a realização de uma cirurgia? Parece que algumas profissões, a de professor incluída, pode se dar ao luxo de ser criticada em qualquer roda de conversa. Mesmo que muitos não sejam da área da educação, e que outro grande número nunca tenha lecionado em sala de aula.
Estou sugerindo que os pais são incompetentes para avaliar a educação de seus próprios filhos, se aqueles não forem educadores? Sim e não.
A educação nacional (leia-se aqui professores, pais e alunos) passa por uma esquizofrenia. Por isso o SIM, ou seja, precisamos de algum apoio para poder avaliar, porque até aqui estávamos achando tudo ótimo! E NÃO, porque não devemos desprezar nossos medidores nada profissionais, como: aquela sensação de que algo vai mal; uma frase mal colocada na reunião de professores, a falta de uma postura adequada por parte da escola frente a um problema; a inacessibilidade de pessoas; a gritaria constante na sua frente, etc.
Para não ficarem no vazio, como me senti inicialmente, remeto vocês a uma reportagem de Camila Pereira, “7 medidas testadas – e aprovadas,” no site da VEJA. Espero que os aspectos tocados pela pesquisadora egípcia sejam relevantes o suficiente.
Você vai perceber que a maioria das “dicas” oferecidas não estão ao alcance dos pais, diretamente. As que estão mais disponíveis de modo imediato são os pontos 6 e 7. Destaco no ponto 6: Pergunte na escola de seu filho quais são as metas de aprendizado. O que ele deveria saber ao final do primeiro semestre, ao final do ano, em média? Pergunte isto, porque será a única forma de saber o esperado, e saber como ajudar nos momentos de informalidade. Destaco no ponto 7: Pergunte qual a política da escola para o caso de alunos com baixo aproveitamento. Ele é simplesmente considerado inadequado frente à media da classe, ou a escola tem treinamento suficiente para fazê-lo chegar lá no objetivo utilizando-se de uma metodologia diferenciada?
E para pensar bem calmos em casa:
O Salmo 119.99 diz assim: “Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.”
Em meio aos devaneios da educação brasileira e mundial, deveria saltar à vista a necessidade de entender melhor a Palavra de Deus, pois ainda que falte tudo o mais, estaríamos mediante o ensino bíblico treinados o suficiente para o relacionamento com a vida privada e pública. Mas, para isso, é preciso que haja treinamento formal, em casa ou em algum outro lugar como em uma escola dominical na igreja. Você está preocupado com isso? Você, em razão desta preocupação, está tomando as providências para que seu filho tenha mais entendimento que todos o seus mestres? Está empreendendo esforço para que a Palavra de Deus seja a meditação essencial do lar?
Quando o “por que” não tem resposta positiva…
14 de Julho de 2008 @ 19:08 - Filipe FontesArquivado sob Rev.Filipe | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Nos últimos dias tenho acompanhado algumas pessoas com doenças graves. Esse é um momento em que a principal pergunta com a qual temos de lidar é: “por que?”; “Por que Deus tem me permitido passar por esses momentos de aflição?”.
As pessoas que tenho acompanhado têm feito essa pergunta e encontrado uma variedade de respostas para a mesma. Desde as respostas fornecidas pelos amigos de Jó, até às mais comuns entre nós cristãos, tais como: “Deus tem um propósito em todas as coisas”.
No entanto, há algumas perguntas, que, positivamente, somente podem ser respondidas em termos de probabilidade, pois responde-las com absoluta certeza, é pisar terreno desconhecido que pertence somente a Deus. Sendo assim, essas perguntas somente podem ser respondidas, pela via negativa. Algumas questões com as quais lidamos na vida são tão difíceis, que a única forma de encontrar consolo é olhar para o caráter de Deus revelado nas Escrituras, confrontar com as hipóteses que recebemos, e descartando aquelas que não podem servir como respostas corretas.
Não se pode claramente saber por que Deus está permitindo algumas coisas, mas é possível saber que:
- Deus é amor, e seu amor é eterno e - portanto, Deus jamais deixa de amar os seus filhos.
- Deus é bom, e a sua bondade dura para sempre - logo, nossas aflições, ainda de forma que não compreendamos, revelam a bondade de Deus.
- Deus é justo em todos os seus caminhos, sendo assim, nossas aflições não revelam qualquer injustiça da parte de Deus.
- Deus é sábio, e nossas aflições não se devem a qualquer erro de cálculo de Deus.
- Deus é todo-poderoso, logo, nossas aflições não se devem a algo que Deus não pode realizar.
- Deus é a sombra de seus filhos - logo, nossas aflições não significam que fomos abandonados por ele.
Isto é trazer à memória aquilo que pode dar esperança.
Quando estivermos envolvidos numa situação em que tudo o que sabemos perguntar é: por que, e não encontramos qualquer resposta satisfatória, é o momento em que devemos olhar para a verdade revelada, confiar nela, e adorar, ainda que as coisas não estejam claras para nós.
Que o Senhor nos ajude a fazer isto.
Filipe Fontes
ORANDO POR BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS
10 de Junho de 2008 @ 10:03 - pfontesArquivado sob Rev. Paulo | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
“PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES”
Esta petição está relacionada com a anterior por meio de uma conjunção aditiva “e”, o que significa que algo está sendo acrescentado ao que fora dito. Então, ao nos ensinar a orar dizendo: o pão nosso de cada dia nos dá hoje “e” perdoa as nossas dívidas, Jesus, aponta para o fato de que assim como temos necessidades materiais, temos também necessidades espirituais.
O perdão aqui deve ser entendido como representativo de todas as nossas outras necessidades espirituais. Até porque o perdão é a nossa necessidade espiritual mais básica. Sem o perdão nós estaremos desconectados de Deus a fonte de todas as demais bênçãos espirituais das quais podemos desfrutar.
O pressuposto que está por trás desta petição é o pressuposto de que nós não somos apenas um amontoado de ossos e de músculos, como querem os naturalistas e materialistas. O ser humano é um ser terreno sim, foi feito do pó da terra, mas recebeu o sopro do Criador. Há uma dimensão terrena sim, mas há também uma dimensão espiritual.
Nesta petição os pecados são denominados “dívidas”. O termo grego usado por Mateus aqui significa dívida no sentido pecuniário. Isto sugere a idéia de que o perdão aqui em questão exige pagamento. Além disso, idéia que o termo transmite é a de um inadimplente que não tem condições de saldar a sua dívida. Isto aponta para a gratuidade do perdão de Deus.
Ao pedir o perdão da dívida, o suplicante demonstra que ele próprio não tem condições de saldar as suas dívidas. Aquele que tem condições de pagar, não pede perdão de suas dívidas. Pedir perdão só faz quem de maneira alguma pode pagar.
Tudo isto nos ensina que o perdão de Deus é gratuito para nós, mas ele custou um alto preço para Deus. Paulo diz que o escrito de dívida que era contra nós Deus cancelou, mas Ele fez isto encravando-o na cruz. (Cl 2.13 – 15).
A gratuidade do perdão de Deus não deve nos levar a barateá-lo. Nós corremos o risco de ter uma visão romântica do perdão de Deus. A gratuidade do perdão de Deus não significa que Deus seja indiferente ao pecado. Não devemos confundir gratuidade com frouxidão.
Finalmente, Jesus associa o perdão que recebemos de Deus com o perdão que concedemos ao próximo. E se não tomarmos cuidado podemos entender mal esta associação. Será que Jesus está dizendo que conceder o perdão ao próximo é uma condição para que recebamos o perdão de Deus?
Todo texto bíblico precisa ser interpretado à luz do ensino geral da Escritura. E o ensino geral da Escritura diz que o perdão de Deus nos é concedido incondicional e gratuitamente. Não há em nós mesmos nada que possa motivar ou merecer o perdão de Deus.
Então qual é a melhor maneira de entender a relação existente entre o perdão de Deus concedido a nós e o perdão que concedemos uns aos outros? Creio que a relação é a seguinte: uma das conseqüências do perdão de Deus é um coração perdoador. Aqueles que foram perdoados por Deus, que entenderam a dimensão e a grandeza do perdão de Deus, tornam-se pessoas perdoadoras.
Foi exatamente isto que Jesus ensinou quando contou a parábola do credor incompassivo. Na referida parábola Jesus ensina ser inconcebível e estranho que alguém que recebera de seu Senhor o perdão de uma dívida tão grande não se disponha a perdoar uma dívida tão pequena de seu conservo.
Rev. Paulo Fontes
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